sábado, 24 de março de 2012


PRECIOSO TEMPO

Minha saudade é um fechar de olhos

Onde se abre um relicário de lembranças

A ingenuidade sendo dona da alegria

E o despertar era o somar de mais um dia

Num viver de fartas esperanças.

As estórias contadas por meu pai,

Minha mãe com o seu riso contagiante,

As brincadeiras de meus irmãos,

O passado em minhas mãos,

Lembranças não são o bastante.

Abro os meus olhos, volto ao presente

Pedindo perdão pelo que fiz e não fiz

Como se a saudade fosse um lamento

Por eu não ser dona do tempo

Daquele tempo que eu fui feliz.

CRIS FERREIRA

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