segunda-feira, 14 de novembro de 2011


PALAVRAS PELO CAMINHO

Espalho palavras pelo caminho

Como folhas secas elas se vão

Não há quem as guarde

E porque deveria

Já estão secas

Velhas pelo tempo

Espalho eu palavras pelo caminho

Quem sabe uma

Apenas uma

Seja guardada entre as páginas de um livro

Quem sabe tocada pelas mãos de quem procura...

Espalho palavras pelo caminho

Queria eu espalhar esperança

Queria eu espalhar sorrisos

Porém em mim há só palavras

Colhidas da árvore do tempo

Espalhadas a miúde

Folhas ao vento são palavras

Que só produzem som quando pisadas

Que só significam quando sentidas

Quem as acolhe?

Quem as pisa?

Quem as sente no viço da folha verde

Ou no esfarelar da folha seca?

Cris Ferreira

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