quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Realidade


REALIDADE

Sou capaz de não ter limite

Defender-me de todos e até de mim mesma

De desobedecer regras

De me debater e gritar para que alguém me ouça

Sou capaz de me fazer em cacos

Para mostrar que eu sangro

E sorrir com deboche

E assim ganhar o que pretendo

Ridicularizar o mundo com a minha representação

Rodopiando a minha liberdade entre os casais

E fazendo-me invejada pelos que me cercam

Mas, dentro de mim existe o silêncio

Nenhuma palavra dita, nenhum som

Apenas um olhar parado querendo gravar um vulto

Uma realidade que passou rapidamente

Que eu não pude tocar, que eu só pude sentir

Ficou um gosto de saudade

Mas eu, que sou capaz de não ter limite

Vou ridicularizar o mundo com a minha representação

E continuar rodopiando a minha liberdade entre os casais

Fazendo tudo o que fazia antes

E de vez em quando, só de vez em quando

Sentir de novo essa realidade,

Esse gosto de saudade

Querendo gravar um vulto

O vulto que era teu.

Cris Ferreira

Um comentário:

  1. É Cris esta estou eu,digo estou e não sou, poís tenho fé que as coisas mudem.

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