
REALIDADE
Sou capaz de não ter limite
Defender-me de todos e até de mim mesma
De desobedecer regras
De me debater e gritar para que alguém me ouça
Sou capaz de me fazer em cacos
Para mostrar que eu sangro
E sorrir com deboche
E assim ganhar o que pretendo
Ridicularizar o mundo com a minha representação
Rodopiando a minha liberdade entre os casais
E fazendo-me invejada pelos que me cercam
Mas, dentro de mim existe o silêncio
Nenhuma palavra dita, nenhum som
Apenas um olhar parado querendo gravar um vulto
Uma realidade que passou rapidamente
Que eu não pude tocar, que eu só pude sentir
Ficou um gosto de saudade
Mas eu, que sou capaz de não ter limite
Vou ridicularizar o mundo com a minha representação
E continuar rodopiando a minha liberdade entre os casais
Fazendo tudo o que fazia antes
E de vez em quando, só de vez em quando
Sentir de novo essa realidade,
Esse gosto de saudade
Querendo gravar um vulto
O vulto que era teu.
Cris Ferreira
É Cris esta estou eu,digo estou e não sou, poís tenho fé que as coisas mudem.
ResponderExcluir