segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O ETERNO DOS ANOS

















Passos trilhei nos caminhos de meus pais,
Para perpetuar os caminhos de meus filhos.
No inverno de meus dias, adormecia no leito da esperança, enquanto me alimentava das migalhas de coragem, que a vida espalhava pelo caminho.
Bebi da água de meu próprio suor, achando graça de meus lamentos, pois na juventude, o viço de meus braços eram tão fortes como o dos meus ideais.
Agora no passar dos anos, o verdor daquela época me traz saudade.
Sou o mesmo homem de antes, porém cultivado de anos, como um bom vinho que é apreciado por ser seco, como as frutas de época, apreciadas por ser doce.

CRIS FERREIRA



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