O
vento passa...
Ora
suave, ora bravio.
Parece
levar de mim meus pensamentos.
Talvez
o dançar das folhas nas árvores seja o som de minhas lembranças, enquanto na
fortaleza de seus troncos, esconda meus segredos.
Não
há frutos agora, pelo menos não iguais aos frutos doces de minha infância, mas
há muita sombra onde descanso meus versos e adormeço meus medos.
O
vento passa...
O
tempo passa...
E
eu continuo aqui...
Raiz
de mim mesma, plantada na minha história, regada pela bondade de Deus; com os
meus outonos de lágrimas, e minhas primaveras de riso.
CRIS
FERREIRA

Nenhum comentário:
Postar um comentário